sexta-feira, 13 de novembro de 2009

OS JESUITAS E A EDUCAÇÃO

Inácio de Loyola fundou a Ordem Religiosa católica conhecida como OS JESUITAS no ano de 1534 com objetivos de deter o crescimento protestante em terras consideradas cristãs. Rapidamente os países europeus e as colônias da América Latina receberam os padres e membros da Companhia de Jesus, como eram chamados os Jesuítas. O alvo dos Jesuítas era a manutenção das crenças católicas através do ensino do catecismo católico e fazendo alianças com os poderes temporais para impedir a propagação da doutrina protestante.

No Brasil os jesuítas associados ao governo católico que tinha idéias de exploração das colônias abriram as portas para os jesuítas catequizarem os índios e negros o que ajudaria também a manter a submissão dos conquistados.

Com o advento da reforma pombalina a educação antes controlada pelos jesuítas que visavam catequizar os colonos, perdeu espaço para os idéias do Marques de Pombal que agora queria dar ênfase a educação com intuito de preparar a classe estudantil para o trabalho fornecendo mão-de-obra para a industria que estavam em expansão.



ALEGORIA DA EXPULSÃO DOS JESUITAS

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

REFORMA CAPANEMA E A EDUCAÇÃO RELIGIOSA

Ex-ministro Gustavo Capanema.

texto extraido do site: www.viafanzine.jor.br/site_vf/ita/cultura.htm
por José Capanema Junior


Exemplo de empenho em prol da cultura



Vendo a baderna que se instaurou em relação à Cultura itaunense, eu me lembrei do um parente meu, o qual lutou bravamente em prol da cultura e educação, o Dr. Gustavo Capanema. Ele foi ex-ministro, ex-governador de Minas, ex-Senador mineiro, ex-ministro do Tribunal de Contas da União e ex-Deputado Federal.



Em apenas 14 anos, Capanema que era vereador da pequenina Onça do Pintagui-MG, se tornou num dos mais influentes ministros da Educação de toda a História do Brasil. Foi um dos homens que mais lutou por cultura em nosso país, influenciando a elevação para 10% do orçamento, os gastos com cultura.



Antes mesmo de entrar para a política, Capanema reunia livros em uma caminhonete velha e saia pelas ruas das cidades vizinhas, como uma espécie de biblioteca ambulante, com o intuito de levar cultura aos menos favorecidos. Criou a primeira biblioteca infantil de Belo Horizonte em 1942 e o Serviço Nacional de Aprendizagem dos Industriários, mais tarde chamado de Senai. Capanema criou a Faculdade Nacional de Filosofia e, posteriormente à carreira docente, adquiriu o status de uma profissão de nível superior. O idealista do interior mineiro, fomentou e ajudou a criar vários órgãos de incentivo à cultura no Brasil, entre eles, o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.



Capanema quando viu as Igrejas históricas do Brasil quase caindo, não se inquietou até restaurá-las. Posteriormente fundou museus e diversos espaços e órgãos para a cultura. Aqui em Itaúna, o nosso antipatizado governo municipal faz exatamente o contrário de Capanema. Fecha por quatro anos o teatro do município, atrapalha a reforma da igreja do Rosário, entre outros atropelos.


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Concordo com a filosofia de educação apresentada na Reforma Capanema, acho que Educação Religiosa na escola é sumamente importante, isso não quer dizer que o Estado esta optando por esta ou aquela religião ou que irá perseguir as demais.

Liberdade Religiosa pregada em nossa Constituição também poderia ser permitida nas escolas. Permita-me a grosseira, mas idéias ateístas e anti-religiosa ajudou a criar uma população de monstros sem princípios ético-religioso-espiritural que tem feito esta juventude sem rumo, sem ideologia apenas se manifestarem como animais, bloqueados vias urbanas e queimando pneus. É este o conceito de democracia, liberdade de expressão que a juventude tem entendido, porque na escola e no seio familiar não aprendeu os conceitos básicos sobre religião. Outra coisa, não quero desvirtuar a pedagogia e ir para o campo da religião, não me entendam mal. Mas simplesmente eu não consigo entender como um ser humano pode ser educado sem os conceitos de Deus.


Pessoalmente eu tenho tudo para dar errado, morei minha adolescência no morro São Bento, aos pés dos piores traficantes do Comando Vermelho, instado no morro de Santos, em minha auto-reflexão reconheço que não tenho uma boa índole, sou destemperado e até agressivo e só não fiz besteira da minha vida por causa de uma sólida educação cristã. Não precisei matar e roubar e depois me arrepender, mas a educação religiosa, as aulas de Educação Moral e Cívica da minha infância, ajudaram a construir o meu caráter e controlar os meus instintos bestiais naturais. Com o fim da Moral e Cívica e do Ensino Religioso, tenho visto uma juventude transviada e doente nas drogas.


Alguns estão incomodados com minhas opiniões sobre religião, mas liberdade é isso ai... eu também me incomodo com as ideias marxistas nas universidades, pregadas como conceitos revestidos da imortalidade da VERDADE, nem por isso tento impedir que estes se expressem. Se marxismo é tema de discussão pedagógica, religião também é. Vejam bem que nunca eu usei das postagens para fazer apologia a esta ou aquela igreja.


Estes dias escutei Willian Bonner, apresentador do Jornal Nacional, em entrevista à Marilia Gabriela, falando do descontentamento dele com as ideologias simuladas político-partidárias das universidades brasileiras que tentam incutir nos alunos apenas um conceito, não permitindo que estes tenham uma visão amplas sobre todos os pontos de vista.

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documento assinado por Getúlio Vargas e o ministro Capanema





(Texto de discusso em forum da Universidade Unimes com a participação de Valdemir, aluno do curso de licenciatura de história)


Cristiane e colegas,

Lendo os comentários da colega sobre a Reforma Capanema, achei de especial interesse dizer que Capanema deixou um legado ideológico, inclusive na família dele, onde descendentes do velho Capanema segue a labuta política para melhorar o ensino.

Sim, devemos melhor o que Capanema fez, não como uma crítica ao que ele fez, mas como um complemento ao que este ministro vinha fazendo, ademais, a cada geração novos desafios surgem que a reforma Capanema nem sonhava em ter que trazer para a pauta.

Grandes centros urbanos, alta tecnologia, velocidade de informações, transporte rápido, tudo isso ajudou a criar um novo cenário e a cada geração novos reformadores são necessários para encontrar soluções para os seus problemas.

Um novo Capanema terá que resolver a questão da depredação do patrimônio público das escolas, porque as escolas estão sendo colocadas literalmente no chão por vândalos e maus alunos.

Um novo Capanema terá que resolver a questão da violência na escolar, não é possivel que as aulas para serem lecionadas precisem de apoio de uma viatura MILITAR ostentando o logotipo:RONDA ESCOLAR. Por que a autoridade dos professores não basta para manter a disciplina?

Um novo Capanema terá que resolver a questão da qualidade do aprendizado, porque mesmo o Estado dando livros, materiais escolares, uniformes, comida, transportes, ainda assim percebemos que as pessoas estão saindo do ensino médio com um índice de aprendizado rídiculo.

Onde estamos errando?

Em que regredimos?

Onde falta evolução?

sábado, 19 de setembro de 2009

ESSENCIALISMO E RECONSTRUTIVIMO

Realmente a perspectiva reconstrutivista é o FIM OU FINALIDADE da educação, portanto não podemos perder o objetivo da educação que é a RECONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE. Mas devemos saber que para alcançar este fim precisamos escolher o MEIO E O MÉTODO mais adequado. Assim creio que o metódo ESSENCIALISTA é o caminho para a RECONSTRUÇÃO da sociedade.

Outro ponto importante do essencialismo é: Para que estou estudando? Apenas para manter-me "atualizado". Não. A essência é transformar o conhecimento em sabedoria, em ação, e ação positiva. É melhor ser "burro" que "limpa a escola", do que gênio que constroi "máquinas de guerra".

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A PRIMEIRA REPÚBLICA E A EDUCAÇÃO

Observando os fatos históricos que vão do final do século XIX até a década de 30, no Brasil, vemos nascer um florescente interesse das classes políticas e intelectuais por uma nova ideologia educacional visando alavancar o Brasil no cenário mundial como um país que estaria disposto a despontar como potência na América Latina e acertadamente resolveram investir na educação de base, democratizando o ensino primário para as classes menos favorecidas.



Uma das forças motrizes que teve ideais visionários nesta época foi a ABE que significa Associação Brasileira de Educação, instituição fundada em 15 de outubro de 1924 por Heitor Lyra da Silva. Com sede na Cidade do Rio de Janeiro, era uma Sociedade Civil, sem finalidade lucrativa, de Utilidade Pública (Federal e Estadual ) apartidária e pluralista, até hoje ela esta em atividade, caminhando para um século em prol da educação dos brasileiros.



Em nosso estudo de História da Educação lemos o texto de Marta Maria Chagas de Carvalho lembrando a participação da ABE no desenvolvimento educacional do Brasil:



‘qualquer teoria de governo ou qualquer solução político-institucional

passava pelo reconhecimento do pressuposto

fundamental da economia política – a fábrica como

ideal civilizatório da sociedade’. (...)Ensino técnico,

métodos pedagógicos ‘modernos’, dispositivos de seleção

de ‘aptidões’ e de encaminhamento profissional

são alguns dos signos que possibilitarão observar

a redefinição da escola operada pela ABE, segundo

o paradigma da fábrica.‘’ (CARVALHO, Marta Maria

Chagas de. 1998. p. 28)



No texto acima vemos que a escritora cita o “paradigma da fábrica”, uma referência a era industrial, que também contribuiu para uma maior aceleração no processo de ampliar a educação de base no Brasil.



A Liga de Defesa Nacional foi outra instituição da época que ajudou a fomentar ideais nacionalistas que impulsionaram as políticas públicas na área da educação. A LDN foi fundada em 1916, visando a integridade nacional. Esta instituição foi fundada pelo honroso Olavo Bilac, que em seus discursos pelo Brasil, ele inflamava a necessidade de cultivar a educação de base e ter escolas profissionalizantes ao lado de cada quartel.


OLAVO BILAC

No início do século XX o Brasil, como sociedade e governo entenderam que era hora de priorizar a educação em todos os níveis sociais para conseguir colocar a nação entre os países industrializados, pois as fábricas requeriam operários com o mínimo de qualificação para operar as máquinas

ESQUEMA DA EVOLUÇÃO PEDÁGICA NO BRASIL

Este gráfico faz parte do curso de História da Educação do curso de História da Unimes (Universidade Moetropolitana de Santos)

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A INFLUÊNCIA DA RELIGIÃO NA LEITURA

A minha experiência que contei anteriormente neste blog, ilustra a afirmativa que a religião de uma forma geral é mais um ingrediente fomentador da leitura, porque basicamente todas as religiões são fundamentadas em LITERATURAS SAGRADAS, nós os cristãos temos a Bíblia, os muçulmanos possuem o Alcorão, os Hindus possuem os Vedas, os antigos egípcios possuiam o Livro Sagrado dos Mortos e assim poderiamos discorrer longamente sobre este assunto.



Portanto, a religião é mais benéfica para a humanidade do que a vida materialista, sem conta os efeitos possitivos do ponto de vista espiritual e piscológico. Tenho visto muitas pessoas criando o hábito da leitura, graças a um trabalho de reaproximação com Deus que o indivíduo faz em sua caminhada.




É óbvio que para a pessoa ser dedicada a leitura, ela não precisa basicamente de uma religião, mas que a busca do conhecimento espiritual, leva impreterivelmente a busca da leitura, isso é indiscutível.

Outro fato a destacar é que muitas religiões para unificar o pensamento e solidificar os ensinos e preceitos do seu grupo, publicam periodicamente revistas que ajudam seus adeptos a se instruirem na ideologia e crença apregoada.







Na sociedade leiga, destituida de princípios religiosos, ao terminar o ensino médio, o indivíduo é "largado" na sociedade e dai po diante "se vira", se quiser fazer, ou puder, que faça uma faculdade, caso contrário não há orgãos públicos que estimulem a leitura periódica como hábito.

MINHA HISTÓRIA DE LEITURA

Vou contar para vocês como foi a minha história de leitura. Aprendi a ler como qualquer um, na escola. Todas as leituras que fazia era aquelas dos livros didáticos. Mas não sei como, um dia, quando eu tinha uns 8 anos de idade, começei a ler um livro infantil que nem sei qual é o título dele, mas era a história de uns elefantes na floresta. Realmente não lembro maiores detalhes sobre aquela história, mas só sei que fiquei um dia inteiro de chuva, sentado na sala de casa, lendo e a única coisa que sei é que foi uma "viagem" muito " louca" na minha cabeça, parecia que eu estava vivendo aquelas cenas.

Alguns anos depois, talvés com 11 anos, li o livro de cerca de 250 páginas chamado: "Meu livro de histórias Bíblicas, publicado pelas Testemunhas de Jeová, outra vez, senti uma emoção muito forte, pois parecia que eu estava vivendo aquelas histórias ali.





Com 14 anos, realmente peguei o primeiro "top de linha": A BÍBLIA SAGRADA. Tamanha foi a influênia da Biblia na minha vida que, com 18 anos entrei na faculade de Teologia e tornei-me teólogo, repetindo a leitura da Bíblia inúmeras vezes. Como já conhecia bem a leitura da Bíblia, por meio dela, ainda aprendi francês e espanhol, tendo lido a versão francesa: "Le français courent" e a "Dios habla hoy".

Maluquice mesmo são os meus hábitos de leitura atualmente: Leio vários livros ao mesmo tempo: Um fica no banheiro (O Sindicato do Crime), outro no trabalho (Código Penal Comentado), outro no sítio (História de Israel), outro na casa da minha mãe (Eletrônica Prática), outro no quarto (A Cabana), outro no carro (Gramática Portuguesa), outro no Notebook (Normas Gerais da Corregedoria da Justiça).

Mas o que gosto mesmo é de pegar um livro e ler até acabar, parando somente para comer, ir ao banheiro e dormir, pois o efeito "psicodélico" é muito bom.