Mostrando postagens com marcador VIOLENCIA ESCOLAR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador VIOLENCIA ESCOLAR. Mostrar todas as postagens

sábado, 23 de outubro de 2010

VIOLENCIA ESCOLAR

VIOLENCIA ESCOLAR POR MARIA CECILIA MEDEIROS DE FARIAS

http://www.zemoleza.com.br/noticia/1136758/violencia_nas_escolas...__por_maria_cecilia_medeiros_de_farias_kother*.html


A escola é um dos principais cenários de uma comunidade, pelo seu próprio valor na formação e preservação da educação.
A violência que ataca as escolas fora dos seus muros é consequência da própria sociedade na qual ela está inserida. Por outro lado, a violência dentro da escola não deixa de ser reflexo do que acontece fora dela.
Ser for feita uma pesquisa sobre as causas desse processo de violência que está ameaçando a todos, dentro e fora das escolas, o resultado apontaria como causa primeira, inevitavelmente, a educação.
Cabe, consequentemente, perguntar: de quem é a responsabilidade pela ausência do processo educativo, cuja falta o torna gerador da onda de violência que assusta a todos? A resposta é conhecida e os responsáveis são muitos: família, professores, governos, enfim, todos os cidadãos, isto é, os que convivem em sociedade e que estão sujeitos a direitos e deveres.
É importante lembrar, também, que a ausência de responsabilidade pela parte que cabe a cada um na convivência educada, ou seja, ensinar e preservar preceitos básicos de educação e de respeito, está nos limites do descuido, beirando o insuportável.
Na cadeia de convivência e de relacionamentos que fluem no dia-a-dia da vida das pessoas, nem todos são culpados, nem todos são inocentes. Certamente, dentro desses parâmetros maiores de responsabilidade alojam-se outros, concebidos e assumidos sob a ótica pessoal do que cada um entende como seu compromisso.
Não querendo generalizar, mas, talvez, fazendo-o com o propósito de estimular as pessoas a fazerem uma reflexão individualizada sobre este grande mal que é a violência, e que ataca sem escolher a quem, disseminando o perigo e o medo na direção de todos, peço desculpas.
Se a cadeia que se inicia e que tem continuidade na criança educada, filho educado, aluno educado, cidadão educado, profissional responsável e, assim, sucessivamente, em todas as áreas e níveis da sociedade, precisa ser preservada, ela é, sem dúvida, um compromisso de todos os que têm algum vínculo com esses elos.
A sociedade precisa se dar conta de que muros, cercas, grades e câmeras de TV já não estão sendo suficientes para conter a violência, que, na sua brutal arrogância, vai se instalando nas pessoas, até mesmo naquelas que não eram nem pareciam ser violentas. Zelar pelas pessoas é um compromisso da sociedade. Não se pode esquecer que violência gera violência. Exemplos de pequenas violências, por percepções distorcidas, podem gerar violências maiores.
A perda dos limites do respeito na convivência familiar, escolar, social e profissional diminui nas pessoas o senso de oportunidade, de veracidade e de qualidade nos seus atos, tornando-as exemplos e modelos negativos que a sociedade simplificou como pessoas do bem ou do mal.
*Diretora do Instituto MC Educação Social
fonte: Zero Hora